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Paula Torido — Transformação Facial Paula Torido — Transformação Facial

Bioestimulador

Quantas sessões de bioestimulador são necessárias, e por quê

6 min de leitura

Paula Torido

Enfermeira · COREN-MG nº [PREENCHER: número de inscrição]

A pergunta chega quase sempre no plural errado: “quantas sessões eu preciso fazer?”, como se existisse um número que valesse para todo mundo. Não existe, e a razão é simples: sessão não é uma unidade de tratamento, é uma etapa de um protocolo — e o protocolo depende da molécula indicada e do que a sua pele mostra.

O número muda conforme a molécula

Há três moléculas com uso consolidado como bioestimulador, e elas se comportam de formas bem diferentes.

O ácido poli-L-lático (PLLA) age de forma progressiva: o produto é reabsorvido enquanto a pele responde produzindo colágeno. A bula aprovada pelo FDA (processo P030050) registra protocolos de uma a quatro sessões, tipicamente três, com intervalo mínimo de três semanas entre elas. É a molécula que mais depende de aplicação em série.

A hidroxiapatita de cálcio (CaHA) costuma ser aplicada em sessão única, com retoque opcional avaliado depois que o resultado se estabelece. A bula (processo P050037) prevê retoques periódicos para manutenção, e a referência de duração é de cerca de um ano.

A policaprolactona (PCL) também costuma ser de sessão única na maioria dos protocolos, com estudos acompanhando resultado por até 24 meses.

Ou seja: a mesma pergunta tem três respostas diferentes antes mesmo de olhar para o seu rosto.

Por que o intervalo importa tanto quanto o número

Essa é a parte que menos se explica e que mais muda o resultado. O intervalo mínimo entre sessões não é uma regra de agenda — é o tempo que a resposta de colágeno leva para se organizar.

Aplicar de novo antes disso não acelera nada. O que acontece é o contrário: você sobrepõe estímulo em cima de estímulo ainda em curso, aumenta a quantidade de produto na região sem ter medido a resposta ao que já foi aplicado, e aumenta o risco de nódulo — o efeito adverso tardio mais discutido na literatura sobre bioestimuladores.

Também se perde a informação. Uma sessão aplicada antes de avaliar a anterior torna impossível saber quanto daquele resultado veio de qual etapa. Na sessão seguinte, a decisão passa a ser um chute mais caro.

O que faz o número variar

Dentro da mesma molécula, o que muda a conta é:

  • O grau e a distribuição da flacidez. Flacidez não é uniforme no rosto, e a extensão da área tratada muda a quantidade de produto e, às vezes, o número de etapas.
  • A qualidade e a espessura da pele. Pele fina e pele espessa respondem de formas diferentes ao mesmo estímulo.
  • A idade e o ritmo individual de renovação. Duas pessoas com o mesmo protocolo podem ter respostas bem distintas.
  • O histórico de procedimentos anteriores e o intervalo entre eles.
  • A expectativa. Um resultado discreto e um resultado mais evidente não custam o mesmo número de etapas.

Como saber o número do seu caso

Sai da avaliação, por escrito. O protocolo traz a molécula indicada, o número de sessões previsto, o intervalo entre elas, o que esperar em cada etapa e as datas já marcadas — incluindo a do retorno.

E existe um segundo momento em que esse número pode mudar: a reavaliação. Ela sai marcada da primeira consulta, costuma acontecer por volta do sexto mês e repete a fotografia padronizada, comparando pela mesma escala. É com essa comparação na mão que se decide se o protocolo previsto se sustenta, se cabe um complemento ou se já está resolvido. Ver como funciona.

Sem isso, a única forma de responder “funcionou?” é perguntar à pessoa se ela achou que funcionou — e resultado gradual, avaliado no espelho de todo dia, quase sempre parece menor do que é.

O texto completo sobre o mecanismo, as três moléculas e os riscos está em bioestimulador de colágeno.

Uma observação que vale para tudo o que está acima: os números de bula descrevem o que se registrou em população geral. Eles não são previsão do seu caso. O resultado é gradual e varia conforme a pele de cada pessoa.

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Antes de aplicar, a gente avalia.

A avaliação é o ponto de partida de qualquer procedimento aqui. É nela que se define o que faz sentido para o seu rosto — e o que não faz.

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