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Paula Torido — Transformação FacialPaula Torido — Transformação Facial

Preenchimento

Por que os lábios afinam com a idade — e o que dá para fazer

7 min de leitura

Paula Torido

Enfermeira Esteta · COREN-MG nº 652.228

Com o tempo, o lábio perde volume, o contorno se apaga, a pele em volta fica mais fina e ganha linhas, e a base que apoia a boca muda. Por isso dois lábios finos podem pedir condutas diferentes: volume, definição do contorno, cuidado com a pele da região ou, às vezes, nada no lábio. Tratar tudo com volume é o erro mais comum.

Três recipientes de vidro de tamanho crescente, lado a lado sobre quartzo rosa, cada um com um volume diferente de gel transparente, e uma linha dourada de medida gravada à frente.

A queixa costuma vir em uma frase: “minha boca sumiu”. Às vezes é o lábio de cima que ficou mais fino; às vezes é o contorno que perdeu o desenho; às vezes são as linhas verticais que aparecem em cima da boca, ou os cantos que caíram e deixaram uma expressão de tristeza que não é sua.

São mudanças diferentes, com causas diferentes. E o erro mais comum é tratar todas com a mesma coisa: volume.

Por que a boca muda com o tempo

Quatro coisas acontecem ao mesmo tempo na região da boca:

  • O lábio perde volume. A parte vermelha do lábio fica mais fina, principalmente a de cima, e tende a “virar para dentro”.
  • O contorno se apaga. A borda que desenha o lábio, bem definida na juventude, perde nitidez com a perda de colágeno.
  • A pele em volta fica mais fina. E, como a boca se movimenta o tempo todo, o movimento repetido desenha as linhas verticais acima do lábio.
  • A base muda. Os ossos da maxila e da mandíbula perdem um pouco de projeção, e mudanças nos dentes alteram o apoio que o lábio tinha. O músculo que puxa os cantos da boca para baixo passa a ter mais peso na expressão.

Por isso dois lábios “finos” podem pedir condutas completamente diferentes.

Volume, contorno ou linhas: qual é o seu caso

Uma forma simples de começar a separar:

Volume. O lábio está mais fino do que era, mesmo com a boca relaxada. Fotos antigas costumam mostrar a diferença com clareza. Aqui a reposição de volume com ácido hialurônico faz sentido — e a quantidade certa costuma ser menor do que a pessoa imagina.

Contorno. O lábio tem volume razoável, mas a borda está apagada e a boca parece sem desenho. O trabalho é de definição, não de aumento: pouco produto, no lugar certo.

Linhas e pele. O que incomoda são as linhas em cima da boca e a pele da região. Colocar volume no lábio não resolve isso, e às vezes piora a proporção. A conduta passa pela qualidade da pele e por intervenções leves na própria região.

Cantos caídos. A boca parece triste em repouso. Pode vir de perda de sustentação do rosto, da força do músculo que puxa os cantos para baixo ou das duas coisas — e às vezes o tratamento nem é no lábio.

Código de barras: as linhas em cima da boca

As linhas verticais acima do lábio ganharam o apelido de código de barras. Elas vêm da soma de duas coisas: a pele da região fica mais fina com o tempo, e o movimento repetido da boca dobra essa pele no mesmo lugar, milhares de vezes por dia. Cigarro, sol sem proteção e o hábito de franzir os lábios aceleram o processo.

O que ajuda depende de quão marcadas elas estão. A base é o cuidado com a pele da região: protetor solar também nos lábios e uma rotina que trate textura e hidratação. Quando há procedimento, a conduta costuma ser leve e feita na própria região. O preenchimento labial com ácido hialurônico não elimina linhas verticais profundas já instaladas na pele acima do lábio, embora possa suavizá-las parcialmente.

Colocar mais volume no lábio para esticar essas linhas é o erro mais comum, porque muda a proporção da boca sem tratar a pele.

O que o preenchimento labial com ácido hialurônico faz, e o que ele não faz

O preenchimento labial usa ácido hialurônico para devolver volume, definir contorno e melhorar a hidratação dos lábios. O resultado aparece na hora, mas só dá para avaliar de verdade depois que o inchaço passa.

O que ele não faz: não trata a qualidade da pele em volta da boca, não resolve sozinho cantos caídos que vêm da flacidez do rosto e não deveria ser usado para criar uma boca diferente da sua. Em lábio que envelheceu, o objetivo é devolver, não inventar.

Quando o preenchimento com ácido hialurônico não é indicado

  • Herpes ativo na região. O procedimento é adiado até a lesão resolver; quem tem herpes de repetição conversa sobre isso antes.
  • Gestação e amamentação. Não se faz nesse período.
  • Infecção, inflamação ou ferida na boca, inclusive tratamentos dentários recentes que ainda não cicatrizaram.
  • Lábio já com muito produto. Somar mais em cima do que ainda está lá é o caminho mais curto para a boca artificial.
  • Expectativa fora do alcance. Se a referência é uma boca que não tem relação com a proporção do seu rosto, a conversa honesta é dizer isso antes.

Depois do procedimento, as primeiras horas têm cuidados próprios, e eles estão em o que não fazer nas 48 horas depois de um injetável.

O que fazer com essa informação

Antes de pensar em procedimento, vale olhar para a boca em três momentos: parada, falando e sorrindo. E, se possível, comparar com uma foto de alguns anos atrás. Isso já ajuda a separar o que é volume, o que é contorno e o que é pele.

O resto é avaliação: com o rosto na frente, dá para dizer o que muda o resultado no seu caso, e também o que não vale fazer.

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Perguntas frequentes

Preenchimento labial com ácido hialurônico resolve as rugas em cima da boca?

Em parte, e depende da causa. As linhas verticais acima do lábio — o chamado código de barras — vêm de pele mais fina somada ao movimento repetido da boca. O preenchimento com ácido hialurônico pode devolver um pouco de suporte e suavizar, mas não trata a qualidade da pele. Quase sempre o resultado melhor vem de combinar cuidado com a pele da região e uma conduta leve, e não de colocar mais volume no lábio.

Vou ficar com a boca artificial?

Boca artificial é resultado de volume demais, de formato que não respeita a proporção do rosto ou de produto aplicado no lugar errado. Lábio que envelheceu costuma precisar de pouco: devolver o contorno e um pouco do volume que existia, não criar uma boca nova. Essa conversa sobre o quanto você quer mudar acontece antes de qualquer aplicação.

Quanto tempo dura o preenchimento com ácido hialurônico nos lábios?

A referência mais comum para ácido hialurônico nos lábios é de seis a doze meses, com variação individual grande. Os lábios são uma das áreas de reabsorção mais rápida do rosto, justamente por se movimentarem o tempo todo.

Fumar ou usar canudo faz diferença?

Faz. O cigarro é um dos fatores que mais aceleram o envelhecimento da pele ao redor da boca, e o movimento repetido de franzir os lábios — que inclui fumar e usar canudo com frequência — marca a região. Parar de fumar e usar protetor solar também nos lábios mudam a velocidade com que essas linhas aparecem.

Leia também.

Antes de aplicar, a gente avalia.

A avaliação é o ponto de partida de qualquer procedimento aqui. É nela que se define o que faz sentido para o seu rosto — e o que não faz.

Atendimento no Vila da Serra, Nova Lima — a 10 minutos do Belvedere.

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